Eu. Tu. Eles. NÓS VOLUNTÁRIOS!



O que sabemos sobre este tema, SER VOLUNTÁRIO???, muitas vezes acreditamos que dar coisas, como dinheiro, roupa ou alimentos é ser voluntário. Muitas vezes acreditamos que fazer uma ação social uma vez ao ano é ser voluntário.
Este pensamento esta diretamente ligado a história do Brasil que remonta aos primeiros anos da colonização, com a fundação da Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1543. Nesse período, religião e caridade estavam fortemente ligadas a um forte caráter assistencialista e filantrópico, pensamento este que faz parte da memória coletiva de muitas pessoas até os dias atuais.

Porém, este não é e, tampouco deve ser, o olhar que as pessoas precisam ter sobre este tema que com o passar dos tempos foi sendo revisto e alterado. Segundo a ONU, a atividade voluntária não inclui benefícios financeiros, é levada a cabo atendendo à livre e espontânea vontade de cada um dos indivíduos e traz vantagens a terceiros, bem como ao próprio voluntário.

A ação voluntária acontece a partir da vontade da pessoa de exercer sua cidadania. Nasce do indivíduo que se percebe como capaz de, junto com outros cidadãos, criar ou transformar o espaço onde vive, ou seja, atuar pelo bem da coletividade. Este é o diferencial num mundo de interesses individuais que vivemos na atualidade.

O gesto voluntário se afasta da noção de assistencialismo isolado para uma ação de solidariedade e responsabilidade social, resultando em um trabalho de coletividade. Há incontáveis maneiras de promover o voluntariado, é preciso investir em parcerias que promovam uma ação social transformadora, consciente e solidária, onde SER seja mais importante que TER.

Como então mudar o atual sistema focado no individualismo de pensamentos e ações? Este é um questionamento que muitos deveriam estar se fazendo. Pode ser simples...pode ser complicado...mas sobretudo PODE SER FEITO através do despertar para a ação voluntária como processo de crescimento pessoal e ponto de mudança onde ética, comprometimento e solidariedade são os alicerces principais desta obra chamada SER HUMANO.


Busque, portanto, novos horizontes, novas formas de pensar, fazer, existir e agir.  Abdique o SER INDIVIDUAL e dê mais espaço para o SER COLETIVO!

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